Pra finalizar mais essa trilogia (finalmente, né, acho que meus textos longos cansam esse povo), contarei sobre esses seis dias de banalização no Rio Grande do Sul, estado onde eu pretendo voltar o quanto antes, mas até julho eu não posso ir pra canto nenhum, infelizmente... Além da visita a Belo Horizonte, que não foi bem sucedida como eu pretendia, mas que ainda assim valeu demais a pena...
Uma hora depois de ter saído de Curitiba desembarcamos no Salgado Filho, de onde fomos até a casa de Elisa e depois até a rodoviária pra deixar a “bom-retirense”... Depois fomos até o Mercado almoçar, e lá encontramos Maninha... Após o almoço começou o meu martírio: antes da viagem, Elisa ficou de ligar pra alguns hotéis onde eu pudesse me hospedar, já que os que eu ficava normalmente não tinham mais vagas... Ela achou um no centro da cidade, bem barato, já tinha feito a reserva na semana anterior e fomos até lá... Chegando lá, o que vimos foi um verdadeiro hospício, parecia uma casa mal-assombrada, com cada sujeito mal-encarado andando de um lado pro outro... Uma das gurias chegou até a ver um deles passeando nu, ainda bem que eu não vi essa cena... Passei a noite lá, dormi até bem devido ao cansaço que era enorme, mas obviamente não me sentia nem um pouco à vontade naquele ambiente... Até que no outro dia minha “mini-anja da guarda” ficou com pena desse pobre coitado e ofereceu um cantinho na casa dela, onde eu passei o restante dos dias, bem instalado num sofazinho bem agradável... Fico devendo essa até hoje, Elisa, apesar da frescura que eu tinha na época de não me sentir bem em “casa dos outros”, obrigado mesmo por me aguentar até nisso...
Nos dias que se seguiram, eu pude aproveitar melhor a cidade, sempre com Elisa de guia, além de aproveitar os vários momentos sozinho pra refletir sobre os erros que eu estava cometendo até então... Considero os nove dias dessa viagem um divisor de águas na minha vida, se não fosse isso talvez não estivesse tão bem como estou hoje... Mas voltando aos acontecimentos no Rio Grande, decidi tirar um dia pra pegar a estrada e ir até o “Acre”: Frederico Westphalen, visitar Luana, já que sempre ela ia até Porto Alegre uma semana antes de mim... Viajei na madrugada da quarta pra quinta, sete horas no busão, e como eu sempre tenho que fazer alguma besteira acabei descendo uma cidade antes, escutei o motorista dizendo “Seberi” e sei lá o que eu entendi, com o sono que eu tava... Só lembro que desci do busão e tava no meio do nada, sem um pé de pessoa, e uma neblina muito forte... Por sorte, meia hora depois aparece um taxista, que me levou até FW por 30 reais, e finalmente eu pude desfrutar por apenas cinco horas da companhia da “acreana”... Depois, de volta a Porto Alegre, ainda tive tempo de assistir Inter x Boca num bar na Cidade Baixa e dar sorte de novo ao colorado, fazer mais uma visita ao Olímpico com os gremistas Carol, MD e Cassio (botequeiro) e Elisa contrariada, além de algumas voltas na noite portoalegrense e mais um churrasco, dessa vez com a belíssima visão do pôr-do-sol no Guaíba... Mas como tudo que é bom dura pouco, no domingo tive que fazer o caminho de volta pra Recife...
Algum tempo depois, abriu um concurso na minha área no TRE de Minas Gerais, eu que já queria sair de Recife resolvi me inscrever, então peguei minhas trouxas e fui passar os dias 14 e 15 de março em Belo Horizonte... Fui bem recebido na rodoviária por Pedro, Gusta, Fabricia e Mike (os dois últimos botequeiros, e o último me hospedou nesses dois dias, fico devendo essa a ele), depois fomos no mercado municipal, encontrar Jordana que tava acordando quando eu cheguei na rodoviária, ela que dizia que estaria lá quando eu chegasse, eu sabendo quem era ela apostei que não, e não deu outra... Passamos algumas horas lá, depois eu passei a tarde e a noite no aniversário de um dos botequeiros, Rod, que me cobra até hoje por eu não ter bebido na festa... No domingo dia 15 eu fui na UFMG fazer a prova (infelizmente não passei, por isso disse que não fui bem-sucedido na cidade), depois fui ao Mineirão, quase do lado, na companhia de Pedro pra assistir a Cruzeiro x América... Entramos com mais de 30 do primeiro tempo, mas não perdemos muita coisa, o jogo foi 0x0 (não foi placar, foi nota)... Valeu a pena só por eu ter conhecido o estádio, mesmo que não tão cheio como eu gostaria... Espero poder assistir um Atlético x Cruzeiro lá, quem sabe esse ano ainda, vou tentar me programar pro do returno...
Na segunda de manhã voltei a São Paulo, onde eu passaria alguns dias resolvendo os detalhes da minha transferência pra cá... E agora aqui estou, nessa nova vida na maior cidade da América do Sul, trabalhando muito, mas feliz... Faltam poucos detalhes pra ter a vida que sonhei, como alugar uma casa pra morar sozinho (em pouco tempo farei isso) e botar internet no meu computador (espero resolver isso em poucos dias)... Sabia que nos primeiros meses iria sofrer um pouco, tudo pra esse tal de Ney tem que ser com dificuldade, mas no final dá certo, espero que dessa vez aconteça o mesmo...
Termino essa série de textos dizendo que mesmo longe, mesmo sem poder acompanhar o THB ou conversar frequentemente com os amigos que fiz lá, não esqueço de nenhum de vocês, e desejo o sucesso de todos, assim como desejo que o Toda Hora Brasil volte a ser o sucesso que sempre foi... E espero poder ajudar nisso em breve... Pense na saudade que eu tô dessa cambada...
Até qualquer dia, povo...
(Postado por Ney)
Uma hora depois de ter saído de Curitiba desembarcamos no Salgado Filho, de onde fomos até a casa de Elisa e depois até a rodoviária pra deixar a “bom-retirense”... Depois fomos até o Mercado almoçar, e lá encontramos Maninha... Após o almoço começou o meu martírio: antes da viagem, Elisa ficou de ligar pra alguns hotéis onde eu pudesse me hospedar, já que os que eu ficava normalmente não tinham mais vagas... Ela achou um no centro da cidade, bem barato, já tinha feito a reserva na semana anterior e fomos até lá... Chegando lá, o que vimos foi um verdadeiro hospício, parecia uma casa mal-assombrada, com cada sujeito mal-encarado andando de um lado pro outro... Uma das gurias chegou até a ver um deles passeando nu, ainda bem que eu não vi essa cena... Passei a noite lá, dormi até bem devido ao cansaço que era enorme, mas obviamente não me sentia nem um pouco à vontade naquele ambiente... Até que no outro dia minha “mini-anja da guarda” ficou com pena desse pobre coitado e ofereceu um cantinho na casa dela, onde eu passei o restante dos dias, bem instalado num sofazinho bem agradável... Fico devendo essa até hoje, Elisa, apesar da frescura que eu tinha na época de não me sentir bem em “casa dos outros”, obrigado mesmo por me aguentar até nisso...
Nos dias que se seguiram, eu pude aproveitar melhor a cidade, sempre com Elisa de guia, além de aproveitar os vários momentos sozinho pra refletir sobre os erros que eu estava cometendo até então... Considero os nove dias dessa viagem um divisor de águas na minha vida, se não fosse isso talvez não estivesse tão bem como estou hoje... Mas voltando aos acontecimentos no Rio Grande, decidi tirar um dia pra pegar a estrada e ir até o “Acre”: Frederico Westphalen, visitar Luana, já que sempre ela ia até Porto Alegre uma semana antes de mim... Viajei na madrugada da quarta pra quinta, sete horas no busão, e como eu sempre tenho que fazer alguma besteira acabei descendo uma cidade antes, escutei o motorista dizendo “Seberi” e sei lá o que eu entendi, com o sono que eu tava... Só lembro que desci do busão e tava no meio do nada, sem um pé de pessoa, e uma neblina muito forte... Por sorte, meia hora depois aparece um taxista, que me levou até FW por 30 reais, e finalmente eu pude desfrutar por apenas cinco horas da companhia da “acreana”... Depois, de volta a Porto Alegre, ainda tive tempo de assistir Inter x Boca num bar na Cidade Baixa e dar sorte de novo ao colorado, fazer mais uma visita ao Olímpico com os gremistas Carol, MD e Cassio (botequeiro) e Elisa contrariada, além de algumas voltas na noite portoalegrense e mais um churrasco, dessa vez com a belíssima visão do pôr-do-sol no Guaíba... Mas como tudo que é bom dura pouco, no domingo tive que fazer o caminho de volta pra Recife...
Algum tempo depois, abriu um concurso na minha área no TRE de Minas Gerais, eu que já queria sair de Recife resolvi me inscrever, então peguei minhas trouxas e fui passar os dias 14 e 15 de março em Belo Horizonte... Fui bem recebido na rodoviária por Pedro, Gusta, Fabricia e Mike (os dois últimos botequeiros, e o último me hospedou nesses dois dias, fico devendo essa a ele), depois fomos no mercado municipal, encontrar Jordana que tava acordando quando eu cheguei na rodoviária, ela que dizia que estaria lá quando eu chegasse, eu sabendo quem era ela apostei que não, e não deu outra... Passamos algumas horas lá, depois eu passei a tarde e a noite no aniversário de um dos botequeiros, Rod, que me cobra até hoje por eu não ter bebido na festa... No domingo dia 15 eu fui na UFMG fazer a prova (infelizmente não passei, por isso disse que não fui bem-sucedido na cidade), depois fui ao Mineirão, quase do lado, na companhia de Pedro pra assistir a Cruzeiro x América... Entramos com mais de 30 do primeiro tempo, mas não perdemos muita coisa, o jogo foi 0x0 (não foi placar, foi nota)... Valeu a pena só por eu ter conhecido o estádio, mesmo que não tão cheio como eu gostaria... Espero poder assistir um Atlético x Cruzeiro lá, quem sabe esse ano ainda, vou tentar me programar pro do returno...
Na segunda de manhã voltei a São Paulo, onde eu passaria alguns dias resolvendo os detalhes da minha transferência pra cá... E agora aqui estou, nessa nova vida na maior cidade da América do Sul, trabalhando muito, mas feliz... Faltam poucos detalhes pra ter a vida que sonhei, como alugar uma casa pra morar sozinho (em pouco tempo farei isso) e botar internet no meu computador (espero resolver isso em poucos dias)... Sabia que nos primeiros meses iria sofrer um pouco, tudo pra esse tal de Ney tem que ser com dificuldade, mas no final dá certo, espero que dessa vez aconteça o mesmo...
Termino essa série de textos dizendo que mesmo longe, mesmo sem poder acompanhar o THB ou conversar frequentemente com os amigos que fiz lá, não esqueço de nenhum de vocês, e desejo o sucesso de todos, assim como desejo que o Toda Hora Brasil volte a ser o sucesso que sempre foi... E espero poder ajudar nisso em breve... Pense na saudade que eu tô dessa cambada...
Até qualquer dia, povo...
(Postado por Ney)
5 comentários:
Como vc escreve muito, Ney oO
Mas os textos tão ótimos.
Muito bom registrar tds os detalhes =)
E boa sorte aí em SP
;*
É, eu tenho esse pequeno problema, me empolgo nas idéias quando começo a escrever e quando eu vejo sai coisa demais, aí fica complicado de tirar...
Mas prometo que meu próximo texto vai ser beeeeeeeeeeeem mais curto, já tenho até a idéia na cabeça... Recapitulando uma passagem que teve lá no orkut...
Ah, já ia esquecendo... Nessas viagens que eu fiz na época vivia reclamando do frio... Frio de verdade é o que tá fazendo hoje, saí de casa 6 horas da manhã com 7 graus e muito vento, esse pobre pernambucano apesar de já adaptado tá sofrendo... :S
ahuahuahauah
7 Graus Ney... Tá quente por ai! Sai outro dia com 4.
Neyzito, como é bom ler teus textos, a Pah tem toda razão, vc escreve muito bem...
E mais, como é bom ver vc feliz, pois teu texto reflete sempre vc. Boa sorte nessa vida aí, e já sabe, aqui tb tens um canto.
Beijos
Não seja por isso, ontem já tava marcando 5º, e hoje eu não vi nenhum termômetro mas acho que tava a mesma coisa... Pense num frio que tá aqui, agora mesmo eu tô escrevendo já na minha mesa de trabalho, ambiente fechado e tal, e tô todo agasalhado do mesmo jeito...
Só que lá fora é pior que tem o vento, sensação é de bem abaixo de zero... No fim de semana não faz essa temperatura, só pego a parte ruim do frio... :@
Ah, semana que vem eu voltarei à ativa, esse povo vai acabar enjoando de mim de novo... :P
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