Me lembro como se fosse ontem, um menino imaturo, que estava cheio de dúvidas por ter acabado de entrar na faculdade, sem saber o que pensar da sua vida, procurava um refúgio para seus problemas da época ao entrar em um simples tópico-chat do Orkut. Com a falta do THB antigo, eu não sei informar quando comecei a fazer parte dessa família, mas sei que minha vida toda mudou ali, vieram dúvidas, vieram certezas, vieram conclusões, vieram dilemas, vieram amores, vieram amizades, fugiram amizades, fugiram problemas, surgiram problemas, enfim a única certeza é que eu não consigo me desvinciliar mais dessa epopéia que é o Toda Hora Brasil.
A única certeza é que eu entrei um, e hoje sou outro. E sempre vai ser assim, em todo lugar que passamos, levamos um pouco de cada pessoa e deixamos um pouco de nós em cada uma. Todas as pessoas, sejam as que você tem problema, ou as que você se identifica mais, são importantes na sua história. E isso é o que faz a vida tão foda.
A minha maior impressão do THB é o choque cultural, mesmo com cariocas, paulistas, que são meus "vizinhos", eu tomo um susto com determinadas coisas que são da cultura deles e que não são da minha, ou mesmo algo que tenha em minha rotina e eles não o tenham. Para alguém que tenha qualquer problema de convivência com diferentes, uma comunidade tão pluricultural como a CB é um chamariz de problemas, já presenciei muitos, como o do Kaiser com os pernambucanos como o Ney, o Luna e o Felipe.
Mas para mim, criado numa família que tem negros, estrangeiros, pessoas de diferentes religiões, de conceitos diferentes, é fichinha, eu adoro viver as diferenças culturais do nosso país.
Vou direto ao ponto central, eu queria falar um pouco das pessoas que foram importantes para mim, mesmo as que tive desavenças. Eu sei que vou esquecer de alguém, já peço desculpas de antemão.
Eu queria falar primeiro da Patrícia, ela me fez descobrir o amor, me fez descobrir algo que achava impossível e que me controlou muito, que é ter um relacionamento com uma pessoa que não habita o mesmo espaço que você e também me fez viver em Recife quase o mesmo tanto que vivo em Belo Horizonte! Hehehehehehe.
Muita coisa me marcou, como por exemplo as minhas primeiras idas a Recife e ao Rio de Janeiro, nunca vou me esquecer da recepção maravilhosa, acredito que pude retribuir ao meu grande amigo Ney em sua vinda, ou mesmo ao também grande amigo Thiago, mesmo ele tendo vindo antes de eu sair de Belo Horizonte para conhecer meus amigos da comunidade. O meu maior sonho é participar de um Encontro Nacional mesmo, nós já não temos relações apenas virtuais, todo mundo é parte da vida dos outros, isso eu admiro demais no Boteco, apesar de achar que eles nos recepcionaram mal. O pessoal daqui me recebeu bem, mas eu duvido que nenhum de lá seria mal recebido na Cb, porém, eu admiro demais a amizade deles, a união que todos tem.
Uma coisa que digo, já tinha dito isso anteriormente para alguns, isso é tão real para mim, que realmente eu gostei da Luana e da Elisa, gostei de verdade, mais até do que namoradas que tive na "vida real" em Belo Horizonte. Fora que hoje em dia, vários dos meus melhores amigos são da CB, da SJ, e também o pessoal da pelada da comunidade do Cruzeiro, a vida mudou demais, quando eu tinha meus 13, 14 anos, não acreditaria que isso poderia ser possível.
Tudo que vivi foi maravilhoso, mas tenho meus arrependimentos. Arrependo de formas como tratei a Carol e a Mine, principalmente a Mine em determinado momento, hoje eu amo a Mine de paixão, uma menina maravilhosa, uma amiga fora de série. E eu também respeito muito a Carol, ela tem seu jeito, eu tenho o problema de ser muito desconfiado. Reparar erros é difícil demais, e mesmo reparando, a consciência sempre aperta.
Já tive meus enganos, já me frustrei com muita gente, como a Lígia, que eu hoje em dia acho uma pessoa falsa, mas não vou entrar na questão, quero valorizar meus amigos, as pessoas que gosto, as pessoas que mudaram e que mudam diariamente a minha vida. Outro erro é nunca ter me aproximado muito da Anna, uma pessoa que me considero parecido com ela, vários dos problemas que a vejo ter, eu já tive em minha vida.
Agradeço a todos por tudo e agradeço a amizade, agradeço o amor, agradeço o carinho e a atenção sempre e sei que vocês são pedaços de mim já. Contem comigo pra sempre e obrigado novamente pela lealdade.
Escrito por Pedro Rocha, um simples belohorizontino, com sonhos, com ambições, mas com muita lealdade para oferecer para todos vocês.
5 comentários:
Nossa Pedro, texto muito bom. Conviver com as diferenças culturais é uma das coisas mais incríveis que podem acontecer, e dentro da CB, conseguimos tirar isso de letra. Claro que sempre surge um ou outro, que tenta estragar com a amizade criada. Infelizmente não agradamos a todos, não gostamos das mesmas pessoas, mas isso é normal em qualquer círculo de amizade.
Concordo que somos muito parecidos, por tudo que já vivemos. Encontrar um amor na comunidade é uma coisa no começo muito estranha, é difícil acreditar que pode dar certo. Mas só quem vive uma história dessas é que pode julgar. Com você e com a Páhh dá pra ver o quanto se completam, mesmo eu tendo ficado muito afastada de vocês, por motivos ridículos, hehe.
Torço para que a nossa amizade possa se fortalecer, e que o amor de vocês prospere cada dia mais.
Beijos
lINDAS as palavras Pedro... Obrigada!
EEEEEEEEEEEE, tá virando hominho, hein... :P
Mas sério, excelente texto, boa visão sobre um tópico que mudou demais nossas vidas... E me rendeu várias boas amizades que nem a tua...
Abraço, irmão!!!
Eu te amo, amor (L)
Pedro, acho que a coisa que vc disse sobre as diferenças é muito importante... Eu sou meio arredia em relação à conversas assim... Sou bem curitibana, e pra ter a relação com as meninas do BF precisou muita insistência da Mine... Mas como vc disse, conviver com pessoas diferentes é que nos faz especial. Como professora de línguas aprendi a tempos que conhecer as diferenças nos acrescenta e nos ensina a ser melhores... Parabéns pelo seu texto, e quem sabe não nos encontramos prum chop... :)
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