quarta-feira, 17 de junho de 2009

Dia de caça ao fake...

Já que o assunto Eduardo Araujo veio à tona nos últimos dias, nada melhor que relembrar um dos vários episódios que envolveram esse personagem que marcou história no THB e na CB, prova disso é a repercussão do tópico sobre o "acidente" dele...

O fato ocorreu no dia 31 de maio de 2008, dia em que Du anunciou a todos que iria pra Recife... Óbvio que os pernambucanos queriam se mobilizar pra fazer uma recepção a ele, mas como ele não tinha dado muita informação sobre o roteiro, todo mundo desanimou... Menos eu e Liginha, que decidimos fazer uma loucura e ir procurar ele com as poucas informações que ele tinha dado...

Abaixo segue a transcrição de Liginha sobre as horas em que a gente cruzou a cidade atrás do elemento... Foi postada originalmente na comunidade Beudos F.C...

Du, isto non ecsiste!!!

Como boa parte de vocês sabem, o Du está em Recife esses dias. Todo mundo já conhece a fama de fuleiro, marca e não vai, mas eu sempre achei que ele tinha os motivos dele, as reuniões DeMolays lá e tal.

Pois é, pessoal, a epopéia começou quinta-feira, quando eu ligo para o Hotel onde ele ia ficar e a moça da recepção diz: não tem nenhum Eduardo Araújo hospedado aqui no hotel. Até aí, tudo bem.

Ah, um detalhe que eu ia me esquecendo, o Du perdeu o celular segunda-feira, ou seja, está incomunicável. Já pra não ter problema, deixei meu celular como depoimento no orkut dele.

Ele havia nos avisado que iria haver uma reunião pública dos DeMolays hoje, às 19:30, mas ainda não sabia onde seria. Ok, eu vou, Du, disse eu a ele. Ney, do mesmo modo, disse que iria.

Ontem à tarde, falo com o Sir Eduardo no msn, ele me diz: Liginha, a reunião vai ser na Loja Maçônica Cavaleiros do Capibaribe, mas eu não sei onde é, entro ainda hoje pra te dar o endereço!

Eu, como precavida sou, comecei a procurar no google o endereço da tal loja maçônica e nada de achar. Liguei pro meu pai que é um maçom bem ausente, como eu esperava, ele não sabia onde era. Lembrei de um amigo maçom lá do Náutico, hj de tarde ele me disse que não sabia onde ficava localizado, mas ia descobrir. 15 minutos depois, me liga: é depois da ponte velha, 1a à direita.
Fiquei logo preocupada, um lugar esquisito no centro da cidade, meio perigoso. Marquei com Ney dele vir pra cá e daqui íamos pra lá de carro, eu dirigindo, esse é o início da epopéia.

Chega Ney, 18:40, a reunião seria às 19:30. Estávamos com o tempo tranqüilo. Sem trânsito, erramos o caminho uma vez, mas parei, perguntei e chegamos lá. 19h, muita gente saindo da Loja, estaciono, vou lá e pergunto. Me respondem: não, aqui não terá reunião DeMolay não, mas tem uma outra loja nessa mesma rua. Lá vamos eu e Ney, nada de acharmos, aí Ney tinha me dito que havia achado na internet uma outra loja, na Conde da Boa Vista. Paramos perto e nada de achar, ninguém saber do que se tratava. Aí um taxista nos informa: existe uma loja na Dantas Barreto, no final.
Eu, a motorista, fico logo preocupada, já dirijo mal pra caramba e andando milhares de quilômetros. Começo a suar, ficar nervosa ao volante mas, tudo bem.
Erramos alguns caminhos mas, enfim, chegamos na segunda loja. Não era lá também.
Pensei, vamos na loja do meu pai, lá no centro, atrás do Mercado São José. Altamente esquisito, meio perigoso, mas chegamos. Quando olho pra dentro da loja, vejo rapazes. Fiquei logo achando que tínhamos acertado dessa vez, já que os DeMolays são jovens e os Maçons são homens velhos.
Ledo engano, quando eu chamo a pessoa que estava na porta, ele informa que é sim reunião de DeMolays, mas que existem dois grupos em Recife e que o outro era em Campo Grande, perto do Shopping Tacaruna.

Eu olho pra Ney, Ney olha pra mim e: vamos, né? A gente já ta aqui! Fomos, andamos, chegamos onde deveria ser a tal loja e nada, perguntamos num posto perto, num hospital próximo e nada de ninguém saber.
Digo pra Ney: é, vamos casa que não adianta.
Essa nossa epopéia durou exatamente 2 horas, nossa busca pela Loja Maçônica e pelo Du e, ao final, mais uma vez, ele não apareceu!

Essa pessoa perdeu total credibilidade. Ainda não sei se ele faz isso pra rir da cara da gente depois, se ele é fake da Ili mesmo ou sei lá o que!

É isso aí galera, Du, isto non ecsiste!!!!

Pelo menos essa jornada rende boas risadas até hoje, mesmo que em quase um ano muita coisa tenha mudado nas vidas dos envolvidos... E apesar dessa experiência negativa, podem ter certeza que eu faria o mesmo de novo com qualquer um dos amigos, reais ou virtuais, que fiz no THB... Teria mais cuidado do que já tenho normalmente, mas não pensaria duas vezes em fazer...

No mais é isso, é aguardar o desenrolar dos fatos, e que tudo se esclareça... Enquanto isso, o melhor é "relaxar e gozar", como diria a ex-ministra, é dar risada da situação toda que ela merece... Até mais, povo...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Love is in the air...

Todo mundo que me conhece o mínimo que seja sabe o quanto eu abomino essas datas comerciais, tipo Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças, Natal (no sentido que essa data tem hoje em dia) e obviamente Dia dos Namorados também... Sempre procuro me desligar dos apelos da mídia e viver todos esses dias como os dias normais que são... Mas já que eu infelizmente sou exceção e todo o país comemora (ou "lamenta", como seria meu caso) a data de hoje, não custa nada deixar uma homenagem aqui...

Mas e o que o THB teria a ver com isso??? Tudo, ué... Num tópico-chat de tanto sucesso como o nosso, não teria como rolar um clima de romance, e isso ocorre desde os primórdios do nosso Toda Hora Brasil... Desde que eu entrei no tópico que eu leio um termo bastante incomum, o tal do "padeiragem", e não teve um (pelo menos entre os homens) que ao conhecer o significado do termo não passou a praticar a "padeiragem" por lá, nem eu resisti à tentação... Aliás, por sorte das minhas dezenas de vítimas eu quase nunca levava a "padeiragem" a sério, elas não mereceriam um futuro ao lado de um verdadeiro mala que nem eu... :P

Bom, mas o que eu fiz ou deixei de fazer não importa, o que importa é que muita gente por lá levou a sério sim, e dezenas de romances e relacionamentos (e até um casamento) começaram e terminaram direta ou indiretamente no THB, e muitos outros ainda vão começar (só que hoje em dia eu não faço mais idéia de quais sejam, tô mais perdido que filho de puta em dia dos pais na comunidade e no tópico)... Entre todos esses, três casais merecem meu destaque em especial, por estarem firmes e fortes até hoje mesmo com todas as dificuldades...

Patricia e Pedro, Anna e Vinicius, dois casais de verdadeiros heróis... Se conheceram lá mesmo no Toda Hora Brasil, lembro como foram as duas histórias... E a partir daí rolou aquele clima naturalmente, mesmo sem os dois nunca terem se visto pessoalmente, e começaram o namoro pouco tempo depois (coisa que eu continuo considerando loucura, como sempre digo aos três que tenho o prazer de conversar)... E até onde eu sei continuam se gostando do mesmo jeito que no início, mesmo com centenas ou milhares de quilômetros de distância, levando o relacionamento do jeito deles... Admiro os quatro por toda essa coragem e força de vontade (se bem que acho que o nome nesse caso seria outro), eu não conseguiria nem começar um relacionamento assim, imagina levar por vários meses ou até mais de um ano...

O terceiro casal, que eu faço menção honrosa aqui mesmo que os dois tenham abandonado o THB há um bom tempo e provavelmente nem sabem da existência desse blog, é formado por Carolina e Marcio Daniel... Também se conheceram no THB, mas com a diferença de que conviveram como amigos por um bom tempo antes de descobrir que formariam um ótimo casal... Mas a partir daí tudo correu muito rápido, tanto é que ela já saiu de Vitória para o Rio Grande do Sul e os dois moram juntos, e muito em breve oficializarão o casório (o que eu citei no começo do texto)...

Parabéns e muitas felicidades aos três casais, eles merecem... E o mesmo eu desejo a todos que namoram, são noivos, casados ou até mesmo os que estão tentando se juntar, dentro ou fora do THB e da comunidade... E nós que estamos solteiros não devemos desanimar, o que importa é sermos felizes, sozinhos ou não... Eu já fiz minha escolha, e espero que todos façam as suas e acertem...

Feliz Dia dos Namorados pra quem entende que esse dia existe, namorando ou não... E pras exceções que nem eu, bom final de semana ou feriadão... Voltarei a escrever aqui em breve (já que só eu escrevo nesse blog mesmo ultimamente, né :P )...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Um tal de Ney banalizando o país... (parte 3 e última)

Pra finalizar mais essa trilogia (finalmente, né, acho que meus textos longos cansam esse povo), contarei sobre esses seis dias de banalização no Rio Grande do Sul, estado onde eu pretendo voltar o quanto antes, mas até julho eu não posso ir pra canto nenhum, infelizmente... Além da visita a Belo Horizonte, que não foi bem sucedida como eu pretendia, mas que ainda assim valeu demais a pena...

Uma hora depois de ter saído de Curitiba desembarcamos no Salgado Filho, de onde fomos até a casa de Elisa e depois até a rodoviária pra deixar a “bom-retirense”... Depois fomos até o Mercado almoçar, e lá encontramos Maninha... Após o almoço começou o meu martírio: antes da viagem, Elisa ficou de ligar pra alguns hotéis onde eu pudesse me hospedar, já que os que eu ficava normalmente não tinham mais vagas... Ela achou um no centro da cidade, bem barato, já tinha feito a reserva na semana anterior e fomos até lá... Chegando lá, o que vimos foi um verdadeiro hospício, parecia uma casa mal-assombrada, com cada sujeito mal-encarado andando de um lado pro outro... Uma das gurias chegou até a ver um deles passeando nu, ainda bem que eu não vi essa cena... Passei a noite lá, dormi até bem devido ao cansaço que era enorme, mas obviamente não me sentia nem um pouco à vontade naquele ambiente... Até que no outro dia minha “mini-anja da guarda” ficou com pena desse pobre coitado e ofereceu um cantinho na casa dela, onde eu passei o restante dos dias, bem instalado num sofazinho bem agradável... Fico devendo essa até hoje, Elisa, apesar da frescura que eu tinha na época de não me sentir bem em “casa dos outros”, obrigado mesmo por me aguentar até nisso...

Nos dias que se seguiram, eu pude aproveitar melhor a cidade, sempre com Elisa de guia, além de aproveitar os vários momentos sozinho pra refletir sobre os erros que eu estava cometendo até então... Considero os nove dias dessa viagem um divisor de águas na minha vida, se não fosse isso talvez não estivesse tão bem como estou hoje... Mas voltando aos acontecimentos no Rio Grande, decidi tirar um dia pra pegar a estrada e ir até o “Acre”: Frederico Westphalen, visitar Luana, já que sempre ela ia até Porto Alegre uma semana antes de mim... Viajei na madrugada da quarta pra quinta, sete horas no busão, e como eu sempre tenho que fazer alguma besteira acabei descendo uma cidade antes, escutei o motorista dizendo “Seberi” e sei lá o que eu entendi, com o sono que eu tava... Só lembro que desci do busão e tava no meio do nada, sem um pé de pessoa, e uma neblina muito forte... Por sorte, meia hora depois aparece um taxista, que me levou até FW por 30 reais, e finalmente eu pude desfrutar por apenas cinco horas da companhia da “acreana”... Depois, de volta a Porto Alegre, ainda tive tempo de assistir Inter x Boca num bar na Cidade Baixa e dar sorte de novo ao colorado, fazer mais uma visita ao Olímpico com os gremistas Carol, MD e Cassio (botequeiro) e Elisa contrariada, além de algumas voltas na noite portoalegrense e mais um churrasco, dessa vez com a belíssima visão do pôr-do-sol no Guaíba... Mas como tudo que é bom dura pouco, no domingo tive que fazer o caminho de volta pra Recife...

Algum tempo depois, abriu um concurso na minha área no TRE de Minas Gerais, eu que já queria sair de Recife resolvi me inscrever, então peguei minhas trouxas e fui passar os dias 14 e 15 de março em Belo Horizonte... Fui bem recebido na rodoviária por Pedro, Gusta, Fabricia e Mike (os dois últimos botequeiros, e o último me hospedou nesses dois dias, fico devendo essa a ele), depois fomos no mercado municipal, encontrar Jordana que tava acordando quando eu cheguei na rodoviária, ela que dizia que estaria lá quando eu chegasse, eu sabendo quem era ela apostei que não, e não deu outra... Passamos algumas horas lá, depois eu passei a tarde e a noite no aniversário de um dos botequeiros, Rod, que me cobra até hoje por eu não ter bebido na festa... No domingo dia 15 eu fui na UFMG fazer a prova (infelizmente não passei, por isso disse que não fui bem-sucedido na cidade), depois fui ao Mineirão, quase do lado, na companhia de Pedro pra assistir a Cruzeiro x América... Entramos com mais de 30 do primeiro tempo, mas não perdemos muita coisa, o jogo foi 0x0 (não foi placar, foi nota)... Valeu a pena só por eu ter conhecido o estádio, mesmo que não tão cheio como eu gostaria... Espero poder assistir um Atlético x Cruzeiro lá, quem sabe esse ano ainda, vou tentar me programar pro do returno...

Na segunda de manhã voltei a São Paulo, onde eu passaria alguns dias resolvendo os detalhes da minha transferência pra cá... E agora aqui estou, nessa nova vida na maior cidade da América do Sul, trabalhando muito, mas feliz... Faltam poucos detalhes pra ter a vida que sonhei, como alugar uma casa pra morar sozinho (em pouco tempo farei isso) e botar internet no meu computador (espero resolver isso em poucos dias)... Sabia que nos primeiros meses iria sofrer um pouco, tudo pra esse tal de Ney tem que ser com dificuldade, mas no final dá certo, espero que dessa vez aconteça o mesmo...

Termino essa série de textos dizendo que mesmo longe, mesmo sem poder acompanhar o THB ou conversar frequentemente com os amigos que fiz lá, não esqueço de nenhum de vocês, e desejo o sucesso de todos, assim como desejo que o Toda Hora Brasil volte a ser o sucesso que sempre foi... E espero poder ajudar nisso em breve... Pense na saudade que eu tô dessa cambada...

Até qualquer dia, povo...

(Postado por Ney)